Artigos

SoldaCaparica4

O DIA DA FAMÍLIA NO SOL DA CAPARICA. Por Marlene Gaspar

gostamos

Não é novidade que sou fã do Sol da Caparica, que o festival mexe com as minhas emoções e me faz arrancar mais cedo das férias para poder ir curtir um som, partilhar uma boa vibe, ser bafejada pela maresia e trautear umas músicas que sei na ponta da língua. E embora esta introdução me faça parecer muita cool, o que ainda não tinha desbundado foi o dia dedicado à família, o domingo. Mas, há sempre uma primeira vez. Foi desta.

Os pedidos cá em casa foram muitos (ou melhor ouvidos muitas vezes) e fui vencida pela repetição e lá fomos nós com a criançada experimentar as atrações pensadas e dedicadas aos mais pequenos.

SoldaCaparica3

Family business.

E, embora a motivação que me conduziu até ao festival no domingo não tivesse o mesmo impacto dos dias anteriores, foi uma agradável supresa O Sol da Caparica para as crianças. O tempo foi amigo, porque não estava aquele calor insuportável e houve vários argumentos que fizeram com que ficássemos até ao fim. As minhas princesas estavam eufóricas: ele foi insufláveis para todas as cores e gostos – para a princesa havia toda a magia e histórias encantadas e para a mais arisca com escalada, piratas e animais marinhos. Ele houve espaço para as tatoos não permanentes e que a Refood gentilmente fazia com a escolha de frutas. A minha mai nova não descansou enquanto não saiu de lá com um morango, insensível ao argumento de que demorava mais a fazer. A mai velha escolheu a cereja – o importante era ser um fruto vermelho que as vitórias são para ser celebradas.

Solda Caparica2

As escolhas das pequenas

E também deu para levarem com uma pintura facial – a borboleta e o arco-íris que aqui leva-se com tudo a que se tem direito!

Outra das surpresas do Festival e da qual fiquei muito agradada – foi a componente pedagógica e dos jogos tradicionais – aqui os papás ficámos entusiasmados (fico sempre tentada a mandar latas ao chão, experimentar as andas ou rodar o peão. Já o papi também acha que domina a técnica de rolar e há que dar a mão à palmatória e não se saiu nada mal. Enquanto isso eu pousei ao lado da Marisa, porque o melhor de mim está por chegar!

SoldaCaparica1

As pequenas Victória e Alice ainda foram brindadas com “garrafas” reutilizáveis o que reforçou a mensagem da importância do que aprendem na escola (bem haja o novo programa sobre a importância do ambiente e da sustentabilidade!).

O almoço foi por ali e cada um pode escolher o que melhor lhe passava no estreito e gostei da variedade e poder orientar-me com comida mais saudável (as batatas fritas doces também contam, certo?)

Ainda houve tempo para ouvir uns concertos e fazer um chill out. O que pude constatar é que o Sol da Caparica tem vindo a melhorar de ano para ano, é cada vez mais o meu Festival de eleição e as pequenas sentiram que lhes saiu a sorte grande para encerrar as férias! (bem encerrar as férias, que é como quem diz. Estas 2 princesas ainda têm mais uns dias de férias – mais coisa menos coisa estamos a falar de  mais de 1 mês! E com esta me retiro, que me ficou aqui a dar uma dor de cotovelo que não estou a saber lidar.

SoldaCaparica

O merecido descanso!

Fui. Fui ao Sol da Caparica, e com muita vontade de voltar que o Sol quando nasce é para todos – miúdos e graúdos.

Nós aqui temos o Sol da Caparica para as famílias.
Nós aqui temos isto.

Texto: Marlene Gaspar

Captura de ecrã 2015-11-5, às 15.50.35

NÓS AQUI, LUTAMOS POR ISTO.

apoiamos isto 1 1

Dia Mundial da Poupança e The “F” words

31 de Outubro é o Dia Mundial da Poupança.

Este dia para mim era normalmente antecedido de muito trabalho na sua preparação quando fui responsável pela conta de uma instituição bancária.

Estávamos no ano da grande crise e apelar à poupança financeira era palavra de ordem. Atualmente vejo esta poupança de uma forma muito mais abrangente. A poupança não é apenas conseguir juntar dinheiro (que já é uma ginástica e uma tarefa árdua e necessária), mas também, e não menos importante, as poupanças de recursos, de energia e de tempo passaram a ser muito relevantes. Um modo de vida para além de uma simples data a assinalar.

Poupança é sinónimo de sustentabilidade. Não quero ser demagógica e fundamentalista, mas a verdade é que a preservação de recursos de qualquer ordem faz-nos sentir bem e passa a ser um modo de vida. Ainda bem que os concelhos da margem sul são sensíveis a isso.

Preservar recursos é como a recompensa de ajudar alguém, de contribuir para uma causa, de fazer o bem. E sentirmo-nos bem é cada vez mais uma bandeira que erguemos orgulhosamente. Para isso uso a trilogia das “F” words (não, não inclui a palavra que estão a pensar):

Captura de ecrã 2015-11-5, às 15.50.35

Foco – aprendi que temos capacidade de fazer multi-tarefas, mas que muitas vezes, nos dispersamos nas mesmas. Querer agarrar tudo, tentar fazer tudo pode ser sinónimo de não fazer bem feito e, causar-nos frustração ao invés de realização. Já advertia o Sócrates, o filósofo: Tomem muito cuidado com o vazio de uma vida ocupada demais.

Foco é saber dizer não, defendeu Steve Jobs. Aprendi a dizer “não” e a ficar tranquila com isso. Custava-me “horrores”! A minha natureza não me permitia dizê-lo de forma perentória e assertiva. Agora, sei que só custa a primeira vez. Não vamos dizer “não” só porque sim, ou para mostrar que temos personalidade (isso deixo para a minha Alice, que o faz com uma grande souplesse. A vida e, nós pais, encarregar-nos-emos de lhe ensinar que vai ter alguns dissabores com isso). O dizer “não” permite-nos gerir expectativas, as nossas e as dos outros. Se não conseguimos fazer bem, se não queremos, se não é para fazer com empenhamento e, para termos um resultado final do qual nos orgulhemos, há que saber dizer não. No fim de contas, vai fazer-nos sentir bem connosco, e isso ninguém nos tira. Com esta atitude estamos a fazer poupança do tempo que damos às coisas. Só vamos ao que nos interessa e nos faz bem. Foco = não desperdício.

Filtroaprendi que as coisas menos boas, como as desilusões, são a melhor forma de “separar o trigo do joio” – já dizia a minha avó, que não era filósofa credenciada, mas “mestre” em muitos ensinamentos. Estas situações permitem-nos fazer exatamente essa “seleção” – o que e quem nos interessa. O que ou quem não nos interessa. É o “encaixar” ou “pôr para o lado”. E, viver bem e feliz com as nossas escolhas. Não é o interesse porque vou ganhar alguma coisa com isso, não. Não é isso. É o interesse de gostar, querer estar e sentir reciprocidade. Tão simples quanto isso. Filtro = não desperdício.

Felicidade – o Santo Graal que todos procuramos. Aprendi que a felicidade não é permanente, mas que com a nossa ajuda acaba por estar sempre presente. Mas, aqui a perspetiva é outra: não é poupar é gastar! Aqui, é o esbanjar, o ser excêntrico, gastar à bruta, sem pensar no dia de amanhã. O que é que me faz verdadeiramente feliz? Uma lista (quase) infindável de coisas, mas para dar alguns exemplos: um sorriso, um abraço, o estar com as minhas filhas. As discussões uma com a outra de que a mãe é só delas, estar com a família, as gargalhadas com amigas por aquela piada que só nós é que entendemos e, que nos fazem cair lágrimas e dores de barriga, o viver aqui na South Bay, o poder escrever aqui no blog, o ir buscar as minhas filhas à escola de bicicleta, o fazer o que gosto, ouvir amigos com quem já não se fala há algum tempo, comprar aquela peça que nos fica “a matar”, o ser atencioso, grato e educado. Este esbanjamento acaba por conseguir fazer poupar. Pois ajuda a decidir o que é realmente importante e faz-nos ter forças e energia para tentar ser sempre melhor. Ou seja, pode-se gastar, usar e abusar nestas coisas que não se desperdiça recursos, mas a carrega-se baterias. Felicidade = gastar sem desperdício.

Nós aqui poupamos e gastamos n’isto.
Nós aqui temos isto.