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Helena Gonçalves Rocha

PERTURBAÇÃO DO DÉFICE DE NATUREZA. Por Helena Gonçalves Rocha

Helena

Será que esta é uma nova entidade nosológica: perturbação do Défice de Natureza?

Na última semana deparei-me com um vídeo que abordava esta temática, o autor referia que esta não seria uma nova perturbação médica, mas sim um termo linguístico que muito bem se adaptava ao que observava nas crianças de hoje, privadas e desconectadas completamente da Natureza.

Por outro lado, foi no decorrer desta semana que me deparei com uma criança de 8 anos que, ao informá-la que iríamos desenvolver a nossa sessão lá fora na natureza, saltava de alegria e repetia “És a médica que eu mais adoro! Adoro, adoro!”, qualquer um que se encontre num contexto clínico para os miúdos passa a ser médico. Já lá fora continuava: ”Eu adoro fazer isto! Sempre sonhei fazer isto…procurar tesouros, uau!” Por esta altura já eu tinha o coração cheio e repetia o meu mantra, é por isto que eu adoro o que faço, para ver toda esta alegria!

Recordo também outra criança que acompanhava nas sessões de Psicomotricidade que, invariavelmente quando nos deslocávamos para o exterior, ía dizendo “Sabes Helena, isto é bem mais giro do que jogar Play Station!”

Helena Gonçalves Rocha

E eu pergunto, o que estamos a fazer às nossas crianças? Estamos a privá-las de Natureza?

Todos os miúdos que me procuram pelas inúmeras queixas da escola por desatenção, irrequietude, hiperatividade, quando se encontram em contexto de natureza, diminuem imediatamente a sua agitação. Quando solicitados para que discriminem os sons que os envolvem, tornam-se verdadeiros detetives super focados. Quando no final regressamos ao consultório com o registo fotográfico e as experiências vividas, são os primeiros a desejarem organizar a informação e a fazerem relatos pormenorizados aos pais sobre tudo aquilo que tiveram oportunidade de observar e experienciar.

A verdade é que todos nós quando nos deixamos embrenhar pela natureza, quer seja pela floresta com todos os seus sons, cheiros e texturas, quer seja pelo mar, pela sensação de imensidão, imprevisibilidade, pelo som e cheiro que nos transporta para uma dimensão muito distante daquela que encontramos no decorrer do stress diário. Na natureza tudo é possível, somos nós que temos de nos adaptar, não vale estar desatento, toda a atenção é pouca se queremos realmente aprender tudo aquilo que a Natureza nos permite aprender.

Como tal, lanço novamente o desafio, façam listas de itens a encontrar de acordo com a idade das vossas crianças, procurem cores, recolham tesouros, aproveitem as aprendizagens da escola, recolham objetos com as letras que já aprenderam na escola, comparem texturas, observem os pássaros, procurem os seus nomes, vejam as diferenças das estações do ano quando passam pela natureza, tantas, tantas atividades. E no final, organizem tudo aquilo que viram, aproveitem para treinar a escrita, a organização do discurso, a curiosidade em aprender.

Helena Gonçalves Rocha

Recomendo-vos o livro “Um ano inteiro- almanaque da Natureza” da Isabel Minhós Martins com ilustrações do Bernardo Carvalho, edição da Planeta Tangerina. Este livro convida-nos a viver a natureza ao longo de todo o ano. Desafia-nos a observar os ciclos das plantas e dos animais e a descobrir algumas das mudanças mais fantásticas que acontecem à nossa volta todos os meses, semana a semana, no decorrer dos 365 dias que a Terra demora a dar a volta ao Sol.

Não queremos crianças com perturbações de défice de natureza, que se contentam com a imobilidade e com o visionamento de écrans entre 4 paredes. Claro que inicialmente irão resistir, mas garanto-vos, deixem a natureza fazer o seu trabalho e verão que rapidamente serão eles que vos pedem para ir dar passeios e descobrir e aprender na natureza.

 

Helena Gonçalves Rocha

Nós aqui educamos para isto.
Nós aqui temos isto!

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Fotografia: Helena Gonçalves Rocha e D.R.

Imelda'Secret

EXCLUSIVO PARA MULHERES! OU TALVEZ NÃO…* Por Catarina Laborinho

METEMO-NOS

Quando falamos em mulheres lembramos-nos logo do que mais gostamos, e eu também não sou exceção, adoro sapatos, ténis, malas e relógios, tal como todas as mulheres nunca acho que os tenho em demasia.

Sempre que o assunto são sapatos folgo em saber que há outras tantas piores que eu. Sejam sapatos, ou outros adereços todas nós gostamos de nos ver com eles no dia-a-dia. A Sofia é uma delas! A Sofia foi a nossa primeira convidada e amiga em “dar a cara” pelo que de bom se passa aqui na nossa margem sul (reveja aqui a entrevista completa). Nesse mesmo dia a Sofia, ou a Carvalhosa para os amigos, trazia uns sapatos que amei, e “gaja” que é “gaja” quer saber logo ONDE COMPRAS-TE?!?!?! Surpresa das surpresas a resposta foi rápida, “são da Rafaela, e eu sou embaixadora da marca!!!”. A Rafaela, só para situar, é uma amiga de infância da Sofia que mesmo não sendo da nossa margem sul passou aqui largos e fantásticos verões e como é obvio ficou rendida e habitué desta banda.

Mas voltando ao sapatos… Fiquei logo com os olhos a brilhar, toca de googlar a marca, Imelda’Secret, parece difícil dizer, mas depois de entrar no ouvido e ver a coleção rapidamente passa a ser um site,  no separador dos FAVORITOS, onde vamos cuscar as últimas coleções, tal como tantos outros que tão bem conhecemos.

Imelda'Secret

Imelda’Secret | @imeldasecret

 

Fiquei rendida, sabem quando entramos NAQUELA loja onde por vezes saímos a dizer  “comprava quase tudo”?!?! As coleções da Imelda’Secret são assim. Há gostos para tudo, mas quando digo tudo, é tudo mesmo. Esquece o tradicional sapato castanho com fitas e fitinhas, que depois de calcar os meus Imelda muito sinceramente, não me vejo calçada com outra coisa, como é obvio não abandonei as minhas clássicas sabrinas o que para quem me conhece, sabe que a coleção …… é extensa, mas posso garantir que voltar aos Imelda faz-me sentir especial. Sabem quando olham em redor e não ha de facto sapatos mais bonitos que os nossos? sabem quando reparamos que os olhares à nossa volta estão nos NOSSOS sapatos? Pois é, isso é o efeito Imelda, para além deste upgrade de auto-estima que tanta falta nos faz, o seu conforto é tão grande quanto a sensualidade que transmitem, o toque, as linhas, as texturas, os pormenores que fazem deles um special Imelda’Secret.

Desculpem, mas voltarei em breve com as minhas novas aquisições.

* Rapazes, talvez não porque também ha coleções para vocês.

Nos aqui temos Imelda’secret
Nos aqui temos isto

Texto: Catarina Laborinho
Fotografia: Imelda’Secret

Imelda'Secret