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EXPOSIÇÃO DE FOTOGRAFIA “I LOVE TREES”, DE ZITO COLAÇO, NA FONTE DE TELHA. INAUGURAÇÃO 22 JUNHO.

APLAUDIMOS

O fotógrafo,  Zito Colaço, nascido e criado na margem sul vai inaugurar uma exposição de fotografia no bar Move On Beach na Fonte da Telha (Praia do Americano), e nós vamos lá estar com ele.
A exposição vai contar com fotografias da Paisagem Protegida da Arriba Fóssil da Costa de Caparica e das “suas meninas”. Calma, estamos a falar das “princesas” que o Zito gosta de fotografar, as árvores da Reserva Botânica da Mata Nacional dos Medos, e de Portugal, que carinhosamente batiza uma, a uma.
ilovetrees

Fotografias Zito Colaço

Local e horário
Move On Beach
Avenida 1 de Maio 56, Fonte da Telha
Quem desce a estrada para a Fonte da Telha o Bar fica do lado direito, a seguir ao bairro dos pescadores depois do coreto.
O Zito convida-vos a estarem presentes neste dia tão especial. É que para além da inauguração da exposição, o Zito também celebra o seu aniversário, fazendo um “2 em1”. Venha celebrar com ele, num final de tarde que promete. Fotografias, música, bebidas, praia, pôr do sol. Que mais é que se pode pedir?

A exposição está patente até ao final do verão, mas não vais querer faltar à estreia, pois não?

Nós aqui temos exposição de fotografia na praia.
Nós aqui temos isto.

Texto: Marlene Gaspar
Fotografias: Zito Colaço

Homem Árvore

PERDIDO NAS ÁRVORES

TEMOS ISTO 1

Toda a criação é feita em três actos. O psicodrama individual de potência, movimento e expansão é um espelho reluzente das leis universais da tríade cósmica. Zeus, Athena e Hera. Deus, Pai e Espírito Santo. Brahman, Vishnu e Shiva. Uma lógica poeticamente matemática expressa também nos três corpos de Buda: o espaço infinito do Dharmakaya, o campo mental de formas puras do Shambogakaya e a materialização dos elementos terra, ar, água e fogo no Nirmanakaya. E foi a lógica do três, ou do terceiro incluído, se evocarmos também a perspectiva holística e transdisciplinar, que une partícula, onda, céu, terra e ser humano e senta à mesma mesa o cientista, o poeta e o místico, que inspirou o acto de criação de Zito Colaço, dando à luz a exposição Lost in The Trees.

Homem Árvore

Homem Árvore

Para dar início à sua obra, o fotógrafo também teve de passar por três estágios de ascensão. E para que estes três níveis se harmonizem são sempre inevitáveis a morte e o renascimento. O perder-se para encontrar-se de Florbela Espanca. Porque Kaos e Ordem sustentam o jogo de sombras da existência até que a visão luminosa e unificadora do Três se manifeste em toda a sua plenitude. Por isso, não é de estranhar que o Zito tenha percorrido o seu labirinto interior, túnel de luz e treva, até que a exposição pudesse nascer com a força de todas as explosões criativas, do Big-Bang à formação de estrelas e planetas, do hominídeo ao homo sapiens, dos primitivos tambores tribais às sonatas de Mozart. Três momentos, três notas rítmicas que fizeram ecoar a melodia de Lost in The Trees. Primeiro, perdeu-se quando numa hora de intervalo em pleno exercício da sua profissão, ou seja fotografar por encomenda sob ordens diárias e rotineiras de várias redacções e produtos similares de media, a sua objectiva avariou. O olhar sobre o mundo, profissional e pessoal, do Zito acabara de desfocar-se. Desfoque que, em vez de ser um contratempo, converteu-se na possibilidade de focar a realidade a partir de um outro ponto de observação. E o novo enfoque deu-se justamente durante essa penosa mas necessária hora de sofrimento e recriação, em que o fotógrafo, para jogar ao jogo de fazer tempo até ao novo telefonema profissional, descobre Sophia de Mello Breyner e abre uma nova página no seu novo manual de focagem: “A árvore antiga/Que cantou na brisa/Tornou-se cantiga”. A história de uma árvore tão gigantesca quanto milenar que, apesar de ser cultuada e respeitada pelos habitantes de uma pequena ilha, impedia os raios de Sol de entrar na comunidade e condicionava o modo de vida dos autóctones, acabando por ser sacrificada, para que novas árvores, folhas e frutos florescessem e partissem rumo fora na madeira de um barco que se tornara sagrado. A árvore renascia em novas formas de vida. E este renascimento o Zito pressente-o quando vê pela primeira vez que o desfoque podia ser nada mais do que um outro enfoque. Um ângulo cinestésico que oferece ao Zito o seu segundo processo de focagem. A sua objectiva havia acabado de renascer. E o Zito também.

Focado numa visão mais ampla, à medida do desfoque técnico da academia, reaprendeu a olhar o essencial do mundo. A nossa passagem pelo Planeta como uma casa, uma morada, um palácio que deve ser tratado com respeito. Um palácio de árvores centenárias, bosques verdejantes e luz cristalina e dourada, que respira ao ritmo do Sol e do Mar. Mata do Medos, ou dunas, como se falava antigamente, por onde as vagas do ar e da água brincam com a terra, o elemento feminino, a contraparte do um, o dois, para chegar ao três. A esta união se chama na Tradição o Amor. E foi preciso o Zito perder o foco dos condicionamentos sócio-culturais e psicológicos bem como dos preconceitos dos juízos de cátedra e diploma na mão, mas que nunca buscam a arte, a paixão e o risco, condimentos essenciais do amor, para focar o Mundo “tal qual” ele é, o que lhe permitiu aproximar a lente da realidade “tal qual é”, expressão budista e vedantina da visão não-dual, igualmente constante da Presença crística, judaica ou islâmica, que é o nossa meta-percurso primordial, expansivo e eterno…

Coelho da Mata

Coelho da Mata

E esse regresso primordial ao feminino da Mãe-Terra, ao Amor de Gaia, ao fogo da paixão que germina no silêncio contemplativo, ou pelo menos numa etapa dele, o Zito aprimorou ainda mais o olhar para focar ainda melhor o essencial do mundo, etapa iniciática de sentido ascendente consubstanciada na redenção, no aconchego, no colo das árvores que ouvem, observam e falam. E neste terceiro estágio em que as árvores são árvores mas são também seres que sentem “tudo de todas as maneiras” (pedindo emprestado o sentir pessoano), o Zito contemplou o jogo terreno, o teatro da vida onde observador e observado se confundem, fotografando aqueles momentos em que as árvores são. E são simplesmente porque “entre a árvore e vê-la onde está o sonho”. E o sonho do Zito chama-se fotografar todas as florestas e bosques do Mundo. Prosseguindo no sonho mas em estado de vigília. Porque Lost in The Trees é um sonho acordado que nos convida a despertar.

Caçador Rupestre

Caçador Rupestre

Fotografias Zito Colaço
Texto Nuno Costa

Contactos
Zito Colaço 
zitocolaco@gmail.com
tlm.969435367

Nuno Costa
nunocaladocosta@gmail.com
tlm.919811433

Sobreiro (Quercus suber)

PARQUE DA PAZ

TEMOS ISTO 1
Diziam-me os antigos, na pessoa do meu avô e seus compinchas de cartada na tasca do coreto do Seixal, que as trovoadas de Maio matavam o Verão. Nunca duvidei. Agora com vista para o Estuário, lá longe a Seca do Bacalhau, aquilo era gente que viera do Alentejo com idade de ter conhecimentos sobejos para dentro e toda a vontade de uma vida melhor de fora, ao peito, a pesar o que tivesse que ser. “É a uva que não medra, o vinho que não sai, o engaço que não pinga bagaço”. Diziam também que as culturas de estio ficam adiadas para anos menos molhados na altura errada. Mas isso eram assuntos que não me acrescentavam carrego numa idade em que a minha única entrega à agricultura era descascar favas para o almoço de Domingo. Uma frase, porém, pendeu-me da fronte até hoje: “Os pássaros morrem nos ninhos”…

Sobreiro (Quercus suber)

Fui ver. E quando a Mata dos Medos ou a Apostiça distam mais do que podemos, há o genial Parque da Paz. Que de urbano, pouco tem. É, por outro lado, uma faixa de floresta que foi, precisamente, salva do iminente urbanismo. Sim, há adições. Passadiços, pontes e circuitos alcatroados e calcetados que convidam ao passeio. Há um lago onde arribam espécies migratórias, umas em trânsito, outras para ficar, entre garças, galinhas-de-água, galeirões, maçaricos-das-rochas ou mesmo guarda-rios.
Mas para lá de tudo isso há As Árvores.

Mata Mediterrânica e Plátano (Platanus)

Os centenários sobreiros, oliveiras e pinheiros mansos, bravos e carvalhos que adensam para Sul. Formam um bosque onde o silêncio e a sombra permitem muito mais que o sossego humano. Privilegiam-nos, a eles. É aí que costumo vê-los: Pintassilgos, rabirruivos, poupas, alvéolas-brancas, piscos. Por entre a densa folhagem, há muitas vidas que decorrem à margem da presença humana. Como se aquele enorme santuário urbano tornasse cada árvore um altar.

Lago Parque da Paz e Sobreiro

As trovoadas já lá vão. Esperamos. São muito poucas horas da manhã. Ao largo, há gente afobada em corridas e pedaladas. Aqui, neste bosque mais denso, há um melro em azáfama canora. De um sobreiro assoma um gaio. Leva caruma no bico. Talvez vá a tempo. Talvez o tempo que faz também. E as árvores do Parque da Paz, que abrigam muito mais que toda a vida que a vista abarca, só existem porque alguém foi a tempo. Aquele a que sempre vamos. Se quisermos.

Pinheiro-bravo (Pinus pinaster)

Fotografias Zito Colaço
Texto Nuno Miguel Dias

CONTACTOS 
Zito Colaço
zitocolaco@gmail.com
Tlm:969435367

Nuno Dias
elmariachidiaz@gmail.com
Tlm:960004283​

ZITO E NUNO

REFORÇOS PARA O BLOG. A MARGEM SUL AGRADECE.

gostamos

O Zito e o Nuno vão estar connosco n’isto. Numa das nossas peripécias e coberturas de acontecimentos da nossa Lisbon South Bay conhecemos o Zito e conversa puxa conversa, percebemos que tínhamos várias afinidades comuns. Nomeadamente, a paixão que temos pela margem sul. O Zito apresentou-nos o Nuno, de quem é amigo e com quem trabalha há alguns anos, que também tem a mesma paixão. Como esta paixão “pega-se” e é facilmente transmissível, conseguimos que eles se juntassem a nós todos os meses para nos e vos apresentarem encantos e recantos da nossa região.

Já tivemos a nossa primeira experiência que partilhámos convosco da mata dos medos, veja ou reveja aqui, com o Zito como guia e agora vamos ter muito para vos contar, ou melhor, eles vão ter muito mais para nos contar.

Antes de mais, deixem-me apresentá-los.

Zito Colaço

Zito Colaço nasceu em Almada em 1977. Cedo percebeu que mexia com fotografia e era a fotografia que mais mexia consigo. Por altura do serviço militar obrigatório, trocava a limpeza da G3 pela clássica Canon AE1 e produzia, na semana de campo, um dos seus primeiros trabalhos fotográficos. Foi instruendo no Instituto Português de Fotografia e no Cenjor, e já publicou em vários jornais e revistas nacionais e internacionais.

Atualmente, é jornalista, e trabalha como repórter-fotográfico e de imagem numa empresa prestigiada. Nascido, criado na margem sul, onde sempre viveu. Com muito gosto. 

 

Nuno Miguel DiasNuno Miguel Dias começou por ser redactor daquelas generalidades que constituem uma boa percentagem das páginas das revistas, da tecnologia aos automóveis, passando pela moda, decoração, saúde, beleza e até contos eróticos. No jornalismo envereda pelo social (ou cor-de rosa), e vê-lhe ser concedido o privilégio de assumir a edição da revista A Próxima Viagem, de onde só sai a convite da Blue Travel para integrar as suas fileiras como travelwriter e, mais tarde, fotógrafo. Fica, durante cinco anos, com a “árdua” tarefa de passar longas temporadas em África, na Ásia, na América do Sul e nos mais esconsos recantos europeus, porque todos temos o direito de ter, uma vez na vida, o emprego de sonho. Para além disso, tinha ainda de experimentar os melhores restaurantes e unidades hoteleiras portuguesas pela Blue Cooking, teima que ainda hoje lhe dura, como jornalista da Gin Lovers Magazine. Continua com colaborações assíduas com publicações de música, revistas infantis e com o suplemento Ípsilon do Público mas assume, desde 2013, o Web Marketing da MSC Cruzeiros Portugal. Não nasceu na margem sul, mas vive lá (ou cá) desde sempre.

Está explicado, porque é que vai ser tão bom tê-los connosco. Acompanhe-(n)os mensalmente neste blog, perto de si. Nós aqui, estamos-lhes gratas por esta oportunidade.
Para a semana temos a primeira história contada por eles. Esteja atento.

To be continued

CONTACTOS
Zito Colaço
zitocolaco@gmail.com
Tlm:969 435 367

Nuno Dias
elmariachidiaz@gmail.com
Tlm. 960 004 283

Fotografia Zito Colaço

FONTE DA TELHA É MUITO MAIS QUE PRAIA.

TEMOS ISTO 1

É. É uma excelente praia. Todos sabemos que é. É por isso um dos nossos locais preferidos para fazer praia, um grande sítio para comer bem, para apreciar a vista, uma bebida, um gelado e mais um sem número de coisas que por ali conseguimos fazer, quer de inverno, quer de verão.

Fotografias Zito Colaço

A vista da arriba é qualquer coisa do outro mundo, mas felizmente faz parte deste, do nosso mundo e podemos apreciá-lo. O que ainda não tínhamos verdadeiramente apreciado foi a envolvência da flora, ali na mata.

Fotografias Zito Colaço

Neste nosso percurso por novas descobertas na margem sul, tivemos a sorte de conhecer o Zito Colaço, repórter fotográfico de profissão, nascido e criado na margem sul e, que há uns anos criou o I love Trees Portugalum projeto que faz da beleza das árvores a sua atração turística. O Zito conhece a Mata dos Medos como ninguém e foi o nosso guia neste trilho pedestre. Cada árvore que encontramos neste percurso pedestre é-nos apresentada. Ele batizou cada uma delas de acordo com as suas características – a sereia, a bailarina, a mãe. É impressionante os pormenores que nos escapam à primeira vista, porque não olhamos profundamente para estes seres, que acabam por nos proteger das agressividades de estarmos perto do mar e acabam por ser o pulmão junto à praia.

Fotografias Zito Colaço

E, de repente, quando termina a arriba tem-se provavelmente a melhor vista que se pode alcançar num trilho pedestre – o mar da Fonte da Telha. É de cortar a respiração.

Ainda não refeitas do deslumbramento da vista regressamos à mata e é aí conhecemos o “pequeno bosque encantado” – um local que parece isso mesmo – um bosque encantado – mais um batismo do Zito, que faz jus ao nome. Dá-nos mesmo a sensação que estamos numa história e deu-nos uma enorme vontade de trazer as nossas princesas para ali.

Fotografias Zito Colaço

Também tivemos tempo para encontrar um lago com sapinhos. É incrível a diversidade de ambientes que mãe natureza apresenta! Não sabemos se algum dos sapos será um príncipe encantado. É o que desta história fica por descobrir.

Marlene Gaspar, Catarina Laborinho & Zito Colaço

Marlene Gaspar, Catarina Laborinho & Zito Colaço

Nós aqui, agradecemos ao nosso “guia turístico” por nos dar a conhecer mais uma pequena maravilha da nossa margem sul.
Não há dúvida, a Fonte da Telha é muito mais que praia.

Nós aqui temos a Fonte da Telha.
Nós aqui temos isto.

Texto: Marlene Gaspar
Fotografias Zito Colaço

Contactos
Love Trees Project – Sensibilização e Conservação da Natureza